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Indústria 4.0 só é real para 1,6%

Maurício Renner – sexta, 15/12/2017 15:00 – baguete.com.br

A indústria 4.0, um dos termos da moda do ano de 2017, só é realidade hoje em 1,6% das empresas brasileiras do setor industrial. Em 10 anos, a projeção é de que cheguem lá 21,8%.

Os números, que induzem um certo grau de sobriedade em torno do hype montado por fornecedores de tecnologia ao redor do tema, são parte da pesquisa com 759 grandes e médias empresas realizada pelo Projeto Indústria 2027, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em parceria com os institutos de economia da UFRJ e Unicamp.

O cenário deve mudar devagar. De acordo com a pesquisa, só 15,1% dos pesquisados tem projetos em adoção nas áreas de internet das coisas, inteligência artificial, armazenamento em nuvem e big data, cuja combinação gera o cenário de manufatura avançada descrito pelo termo Indústria 4.0.

A maioria (45,6%) está realizando estudos iniciais ou têm planos aprovados sem execução. Por fim, 39,4% não têm nenhuma ação prevista no tema.

Para chegar ao diagnóstico, a pesquisa estabeleceu classificações de quatro gerações de tecnologias digitais.

A Geração 1 é a produção rígida, com uso pontual de tecnologias da informação e comunicação (TIC) e automação rígida e isolada.

A Geração 2 envolve automação flexível ou semi-flexível, com uso de TICs sem integração ou integração apenas parcial entre áreas da empresa.

Já a Geração 3 consiste no uso de TICs integradas e conectadas em todas as atividades e áreas da empresa.

A Geração 4, também chamada de produção conectada e inteligente, tem tecnologias da informação integradas, fábricas conectadas e processos inteligentes, com capacidade de subsidiar gestores com informações para tomada de decisão: o cenário descrito nas previsões sobre a Indústria 4.0.

Atualmente, segundo o estudo, 77,8% das empresas brasileiras ainda estão nas gerações tecnológicas 1 e 2.

Os dados mostram, no entanto, que as empresas estão cientes da importância da tecnologia no quadro futuro.

Para 67,5% delas, aquelas empresas mais avançadas avançadas terão alto ou muito alto impacto no setor onde atuam.

Para 77,3% dos ouvidos, há probabilidade alta ou muito alta de as tecnologias digitais serem dominantes no relacionamento com os fornecedores. Para 71,3%, o mesmo acontecerá na relação das empresas com seus consumidores.

“É preciso disparar o processo de adoção dessas tecnologias, principalmente porque as transformações acontecem em alta velocidade e atrasos comprometem ainda mais a capacidade das empresas acompanharem a onda tecnológica”, afirma o economista e coordenador-adjunto do Indústria 2027, David Kupfer,

De acordo com Kupfer, é necessária maior mobilização para gerar um “movimento consolidado para equiparar o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira ao de países como Alemanha e Estados Unidos”.

A verdade é que já existem algumas movimentações em curso. O estado mais adiantado em relação ao tema é Santa Catarina, que combina uma base industrial forte com ecossistema desenvolvido de empresas de tecnologia.

Em agosto do ano passado, Joinville, principal cidade industrial do estado, passou a sediar a Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), formada pela Fiesc em parceria com a Pollux Automation e a Embraco com a meta de replicar no Brasil o trabalho do Industrial Internet Consortium (IIC).

O ICC foi fundado em 2014 e reúne reúne players mundiais de tecnología como AT&T, IBM, GE e Intel, além de organizações como a GS1, visando a promoção de padrões de Internet Industrial que permitam massificar a Indústria 4.0. Neste ano, a ABII se tornou associada.

Outra movimentação em nível catarinense foi a parceria entre a Vertical Manufatura da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lançaram o Cluster Nacional para a Indústria 4.0.

O objetivo do cluster é “acelerar a adoção dos conceitos” relacionados à Indústria 4.0, explicam as entidades.

Isso será feito por uma aproximação entre as empresas fornecedoras de tecnologias como sensores, software analítico e processamento de dados na nuvem, agrupadas na Acate, e os potenciais compradores interessados em turbinar suas linhas de montagem e produtos finais, representados pela Abimaq.

São Paulo, que reúne a maior parte da base industrial do país, está reagindo nos últimos tempos.

A Fapesp fechou um acordo que agilizará o acesso a crédito e investimento do BNDES para startups e empresas já apoiadas pela fundação de paulista de apoio à pesquisa nas áreas de Indústria 4.0 e Internet das Coisas.

O convênio é uma tacada e tanto para a Fapesp, que se torna a primeira instituição em nível estadual com uma parceria desse tipo com o BNDES.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Fiesp, lançaram um programa similar fechado entre a Acate e Abimaq, batizado de Rumo à Indústria 4.0.

A nível de governo, a principal movimentação é o Plano Nacional de Internet das Coisas previsto para ser lançado ainda este ano.

Em fase de estudos técnicos, o plano deve incluir a criação de um ecossistema de inovação; a construção de um Observatório de IoT, uma plataforma online para acompanhamento das iniciativas do Plano Nacional de IoT; e a elaboração de uma cartilha para gestores públicos, sobretudo, para a contratação de soluções de Internet das Coisas para cidades inteligentes.

Lean Manufacturing

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Lean manufacturing, traduzível como manufatura enxuta ou manufatura esbelta, e também chamado de Sistema Toyota de Produção é uma filosofia de gestão focada na redução dos sete tipos de desperdícios (super-produção, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos). Eliminando esses desperdícios, a qualidade melhora e o tempo e custo de produção diminuem. As ferramentas “lean” incluem processos contínuos de análise (kaizen), produção “pull” (no sentido de kanban) e elementos/processos à prova de falhas (Poka-Yoke).

A Manufatura Enxuta foi desenvolvida pelo executivo da Toyota, Taiichi Ohno, durante o período de reconstrução do Japão após a Segunda Guerra Mundial. O termo foi popularizado por James P. Womack e Daniel T. Jones no livro “A Mentalidade Enxuta nas Empresas Lean Thinking: Elimine o Desperdício e Crie Riqueza“.

Foi baseado no conceito de Manufatura Enxuta (Lean Manufacturing) que Eric Ries criou o conceito de Startup Enxuta (Lean Startup). Ele usou várias metodologias utilizadas pela Toyota e uniu com outras (como o Design Thinking) para criar esse conceito. Isso prova que mesmo uma metodologia utilizada para produção de carros pode ser adaptada para qualquer outra área de negócio. [1]

Um aspecto crucial é que a maioria dos custos são calculados na fase de projeto de um produto. Um engenheiro especificará materiais e processos conhecidos e custos às custas de outros processos baratos e eficientes. Isto reduz os riscos do projeto. As empresas que seguem essa metodologia desenvolvem e reencaminham folhas de verificação para validar o projeto do produto.

Os pontos-chave do lean manufacturing são:

Qualidade total imediata – ir em busca do “zero defeito”, e detecção e solução dos problemas em sua origem.

Minimização do desperdício – eliminação de todas as atividades que não têm valor agregado e redes de segurança, otimização do uso dos recursos escassos (capital, pessoas e espaço).

Melhoria contínua – redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da produtividade e compartilhamento da informação.

Processos “pull” – os produtos são retirados pelo cliente final, e não empurrados para o fim da cadeia de produção.

Flexibilidade – produzir rapidamente diferentes lotes de grande variedade de produtos, sem comprometer a eficiência devido a volumes menores de produção.

Construção e manutenção de uma relação a longo prazo com os fornecedores tomando acordos para compartilhar o risco, os custos e a informação.

Lean é basicamente tudo o que concerne a obtenção de materiais corretos, no local correto, na quantidade correta, minimizando o desperdício, sendo flexível e aberto a mudanças.

OEE – Para o que serve, e o que é?

Markus Hofrichter
Diretor da Engenharia Industrial e Manutenção Geral

A sigla OEE vem do inglês “Overall Equipament Effectivences” => Eficiência Geral de Equipamento; e é um indicador desenvolvido pelo Japan Institute of Plant Maintenance.

O indicador é capaz de medir os resultados que surgem do conceito TPM (Total Productive Maintenance).

Ele representa a medida de agregação de valor de um equipamento ou uma linha de montagem.

O OEE é o produto dos 03 fatores:

• Disponibilidade
• Perfomance
• Índice de Qualidade

O valor encontrado / medido varia entre 0 a 1 ou 0% a 100% .

Não existe uma definição deste indicador em normas, porém é uma maneira de medir uma situação atual e identificar o campo de atuação onde há um maior retorno.

Cada empresa desenvolve individualmente uma definição relacionada às suas necessidades.

Um ponto importante é que deve se criar um ambiente de pensamento e aplicação do OEE para melhorar o desempenho de equipamentos em cada empresa.

O OEE identifica “Perdas não planejadas” do equipamento.

No primeiro passo é subtraído da disponibilidade teórica (24 horas / dia; 365 dias / ano), o montante de “paradas planejadas”.

Exemplo:

Disponibilidade teórica por ano => 34 horas/dia x 365 dias/ano = 8.760 horas

Motivos para paradas planejadas, p.ex.

• Manutenção planejada (vem do plano de manutenção preventiva);
• Horários de almoço, jantar e ceia;
• Greve;
• Falta de ordem de produção (não há produtos a serem produzidos);
• Férias ou paradas planejadas da operação (feriados etc.).

A soma das horas de paradas planejadas será subtraída da disponibilidade teórica e será a base para o cálculo do OEE e igual a 100%.

Exemplo:

Disponibilidade Teórica anual = 8.760 horas

Paradas Planejadas / ano = 2.260 horas

Horas p/ ano = 6.500 horas => 100%

Desta base de 100% serão “debitados” agora as paradas relacionadas à disponibilidade, perfomance e qualidade.

1) Fator de Disponibilidade

O fator de disponibilidade é um indicador para medir perdas por paradas não planejadas.

A definição é como a seguir:

Fator de disponibilidade = Período de Produção / Período de Produção + Tempo de Paradas

O fator de disponibilidade se reduz pelas paradas de equipamento causado por ocorrências, como p.ex.

• Falta temporária de mão-de-obra (período curto);
• Falta temporária de materiais;
• Falta de ordem de produção;
• Aguardando manutenção;
• Aguardando liberação do Setor de Qualidade;
• Queda de energia.

Deve se chegar em cada empresa num consenso, a partir de quando se trata de uma parada não planejada.

Apontar cada segundo de parada e justificá-la, certamente significa um trabalho muito grande na maioria das empresas. Na prática é possível apontar paradas a partir de um minuto de parada de máquina.

As “perdas” causadas por ocorrências menores entrarão assim no fator de perfomance.

Se a troca de ferramentas, dispositiva ou semelhante, reduz o OEE é uma questão de definição pela empresa.

Quando set up reduzirá o indicador, se implica uma motivação de reduzir estes tempos p.ex. com a técnica de SMED (o SMED será tratado em um outro artigo).

No outro lado devia para aumentar o OEE através do aumento de lotes de produção, o que é contra os princípios de uma produção enxuta e aumentará os estoques e assim o custo com despesas financeiras, impactando negativamente na liquidez da empresa.

Se as atividades de set up não impactarão no OEE, existe o perigo que paradas de equipamentos serão apontadas como troca de ferramenta, e na verdade não são.

A melhor maneira de lidar com tempos de set up é trabalhar com um tempo padrão para trocas.

Tempo de set up planejado não vai reduzir o set up enquanto a duração é inferior ou igual na real comparando com o tempo objetivo.

De qualquer maneira, já é um começo para analisar o assunto de trocas e estudar melhorias através de classificação ABC para obter um aproveitamento melhor dos equipamentos cujos índices representam um alto investimento e assim uma despesa grande de depreciação.

Como o indicador de disponibilidade é o mais fácil a ser levantado, as empresas deveriam começar com ele.

2) Fator de Perfomance

Este fator é a medida de perdas em relação ao volume a ser produzido dentro do período determinado.

Fator de Perfomance = Quantidade de Peças Produzidas / Quantidade a serem produzidas

Deve ser considerado que o fator de perfomance apenas se baseia no tempo realmente produzido e não ao tempo de disponibilidade.

Enquanto a perfomance real facilmente é apontável, há em muitas empresas dificuldades de estipular uma meta planejada. Aqui entra a questão de gerenciar o assunto dos tempos padrão (que é matéria de um outro artigo meu).

Em linhas de montagem em que no caso há apenas um ou poucos produtos a serem produzidos em uma linha de montagem ou com um determinado equipamento, o cálculo do indicador de perfomance é fácil. Se for uma variedade maior tem talvez uma necessidade maior de estipular ou definir metas de produção.

3) Fator de Qualidade

Este indicador é a medida para perdas devido produtos defeituosos. A definição é

Fator Qualidade = Qtde peças produzidas – qtde refugo – qtde retrabalho / Quantidade de peças produzidas

Na prática, às vezes, existe uma dificuldade de identificar o “real culpado”, porque não se identifica os problemas no equipamento causador e sim no lugar onde o problema foi detectado. Isto causa que haverá um débit no equipamento “descobridor”, e assim o OEE se torna um indicador de processo e não apenas de equipamento.

Importante é que os apontamentos ocorrem em tempo “real” e não com atraso de alguns dias ou até mais. O ideal seria no fim de cada lote produzido.

Cálculo do OEE

Como o OEE é o produto dos fatores de disponibilidade, perfomance e qualidade, o cálculo é:

OEE = Fator Disponibilidade x Fator Perfomance x Fator Qualidade x 100%

Exemplo:

OEE = 0,75 x 0,85 x 0,95 x 100% = 60,56%

Este percentual demonstra quanto do percentual planejado realmente foi utilizado para uma produção eficiente; no exemplo tem quase 40% de perda. É visível onde há um potencial de melhoria.

Entrando na análise critica e elaborando planos de ação, facilmente daria para estabelecer metas (p.ex. aumentar o OEE em 15%) e promover trabalhos interdisciplinares (conjunto de produção / manutenção / qualidade / RH / engenharia / etc.).

Esta análise parte da questão porque o equipamento:

• Não produziu 100% do tempo disponível;
• Não rendeu 100% da velocidade planejada;
• Não obteve 100% de produtos na qualidade desejada?

Apontando os dados manualmente com certeza é mais trabalhoso do que fazer de maneira automatizada (p.ex. com sistemas de TI). No outro lado já dá para ter uma base de dados mais apurada e começar o trabalho de identificar os pontos das maiores perdas e iniciar projetos de melhoria.

Essencial é entender que o OEE não mede o desempenho dos funcionários; meramente do equipamento, e o que existe no começo é uma necessidade em treinamento para promover a filosofia com a finalidade de obter dados confiáveis.

O impacto será um melhor aproveitamento do investimento em equipamentos, evitando a compra de mais máquinas,e um aumento significativo do nível de qualidade e da lucratividade da empresa.

Inteligência empresarial

Origem: Wikipédia

Inteligência de negócios (ou Business Intelligence, em inglês) refere-se ao processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte a gestão de negócios. É um conjunto de técnicas e ferramentas para auxiliar na transformação de dados brutos em informações significativas e uteis a fim de analisar o negócio. As tecnologias BI são capazes de suportar uma grande quantidade de dados desestruturados para ajudar a identificar, desenvolver e até mesmo criar uma nova oportunidade de estratégia de negócios. O objetivo do BI é permitir uma fácil interpretação do grande volume de dados. Identificando novas oportunidades e implementando uma estratégia efetiva baseada nos dados, também pode promover negócios com vantagem competitiva no mercado e estabilidade a longo prazo.

Tecnologias BI fornecem histórico, atual e previsíveis visões das operações de negócios. As habituais funções do BI são relatórios, processos de análise online, análises, mineração de dados, processamento de eventos complexos, gerenciamento de desempenho dos negócios, benchmarking, mineração de texto, análises previsíveis e análises prescritivas.

O BI pode ser usado para ajudar na decisão de uma grande variedade de negócios variando do operacional ao estratégico. Decisões de operações básicas incluem posição do produto ou atribuição de preços. Decisões de estratégia de negócios abrangem prioridades, objetivos e direções do mais amplo nível. Em todos os casos, o BI é mais efetivo quando combinado a dados procedentes do mercado em que uma companhia opera (dados externos) com dados de fontes internas da companhia para os negócios, como dados financeiros ou operacionais (dados internos). Quando os dados externos e internos são combinados, podem fornecer um cenário mais completo. Na realidade, cria uma “inteligência” que não pode ser derivada por nenhum conjunto de dados.

Inteligência empresarial também pode ser definida como a Atividade de Inteligência aplicada à atividade econômica com a identificação de forças e fraquezas da companhia e o monitoramento dos stakeholders para antecipação de ameaças à organização e melhor aproveitamento das oportunidades de negócios.

O que é Business Intelligence ?

Por DOUGLAS NOVATO | @oficinadanet

O termo Business Intelligence (BI), inteligência de negócios, refere-se à um tipo de software que realiza a coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte a gestão de negócios. Para isso ele utiliza um conjunto de teorias, metodologias, processos, estruturas e tecnologias que transformam uma grande quantidade de dados brutos em informação útil para tomadas de decisões estratégicas.

Inicialmente, as primeiras fontes de informação são coletadas dentro do negócio. Posteriormente, as segundas fontes de informações incluem as necessidades do consumidor, o processo de decisão do cliente, as pressões competitivas, as condições industriais relevantes, os aspectos econômicos e tecnológicos e as tendências culturais. Cada sistema de BI determina uma meta específica, tendo por base o objetivo organizacional e a visão da empresa, existindo em ambos objetivos, sejam eles de longo ou curto prazo, as disputas nos negócios, a coleta de informação.

Tudo começa com a coleção de dados, Data Warehousing, a integração de dados de uma ou mais fontes e assim, cria um repositório central de dados, um data warehouse – os armazéns de dados. Com essa imensidão de dados, Data Mining, aplica-se a mineração desses dados, o processo de explorar grandes quantidades de dados à procura de padrões consistentes para detectar relacionamentos e novos subconjuntos de dados a serem mapeados e extrair-se informações previlegiadas. Análises, Analytics, de minerações geram relatórios, reporting, detalhados para fortalecer o esclarecimento do cenário. Reengenharia de processos de negócio (BPR) trata-se de uma estratégia de gestão de negócios para a análise e desenho dos fluxos de trabalho e dos processos de negócios visando a reestruturação organizacional, com foco no design de baixo para cima de processos de negócios dentro de uma organização. E Benchmarking, a busca das melhores práticas com o propósito de maximizar o desempenho. Onde uma empresa examina como realiza uma função específica a fim de melhorar como realizar a mesma ou uma função semelhante, ou seja, um processo de comparação do desempenho entre dois ou mais sistemas.

O Crescimento

Com ações mais eficientes e resultados mais significativos da gestão de dados para tomadas de decisões, empresas passaram a investir em meios digitais e ações de BI para alcançar suas metas. Promover a compreensão do processo de captura e utilização de informações externas e internas à organização, para o desenvolvimento e monitoramento de estratégias coerentes ao momento competitivo.

Com o crescimento exponencial do uso das redes sociais por grandes corporações nas suas estratégias de negócios, e BI também precisou se reinventar. Várias empresas estão desenvolvendo software para ter à disposição o seu histórico de interações e relacionamento na Internet.

Não somente as grandes empresas, mas também as corporações de pequeno, médio porte necessitam de BI para auxiliá-las nas mais diferentes situações para a tomada de decisão, otimizar o trabalho da organização, reduzir custos, eliminar a duplicação de tarefas, permitir previsões de crescimento da empresa como um todo e contribuir para a elaboração de estratégias. Na grande maioria das vezes, para estas empresas enquadradas como pequenas, não precisam, necessariamente, de sistemas de alto investimento, com milhares de relatórios, gráficos para identificar que existe um problema específico numa linha de produto que não está sendo comercializado conforme a sua potencialidade. Basta o feeling da área comercial em se pensar numa outra estratégia de vendas para o mesmo.

No Brasil, soluções de Business Intelligence estão em instituições financeiras, empresas de telecomunicações, seguradoras e em toda instituição que perceba a tendência da economia globalizada, em que a informação precisa chegar de forma rápida, precisa e abundante. O principal benefício do BI para a empresa é a sua capacidade de fornecer informações precisas quando necessárias, incluindo uma visão em tempo real do desempenho corporativo geral e de suas partes individuais.

A partir dos resultados de uma pesquisa entre 510 empresas, que os benefícios do BI são a economia de tempo, versão única da verdade, melhores estratégias e planos, melhores decisões táticas, processos mais eficientes e a economia de custos.

Tableau cresce 78% em 2014

Júlia Merker (baguete.com.br)

A Tableau, empresa de software para análise de dados, alcançou uma receita de US$ 412,6 milhões em 2014, um crescimento de 78% em relação ao ano anterior.

O faturamento com negócios internacionais teve aumento de 105% em relação ao ano anterior, registrando US$ 93,8 milhões, resultado das mais de nove mil novas contas corporativas conquistadas pela empresa em 2014.

“Nossos investimentos em produtos, nos clientes e nos funcionários nos trouxeram faturamento recorde em 2014, além de crescimento acelerado do nosso negócio e forte adoção da ferramenta pelos clientes”, comenta Christian Chabot, CEO da Tableau.

De acordo com o CEO, ano passado a Tableau investiu US$ 90 milhões em pesquisa e desenvolvimento e “continuará a investir em inovação de produtos e avançar a nossa plataforma para trazer ainda mais valor à nossa crescente base de clientes”.

Sediada em Seattle, a Tableau conta com mais de 17 mil usuários em todo o mundo utilizando suas ferramentas para analisar, visualizar e compartilhar informações.

Inventário – Visão Administrativa

Definição

Inventário basicamente é uma lista de bens e materiais disponíveis em estoque que estão armazenados na empresa ou então armazenados externamente, mas pertencentes a empresa. Os materiais disponíveis listados em um inventário podem ser utilizados na fabricação de bens mais complexos ou então eles mesmos podem ser comercializados, dependendo do negócio da empresa.

A principal característica de um bom inventário são os detalhes. Quanto mais minucioso e mais preciso for um inventário, melhor ele cumpre o seu papel. É sempre interessante que o inventário contenha além do nome dos itens e da sua quantidade, também uma boa descrição destes itens.

O Conceito de Inventário nos Negócios e Contabilidade

Cada país tem suas próprias leis, práticas e regras no que diz respeito a produção de um inventário. No Brasil, este conceito é regulamentado pelo Conselho Federal de Contabilidade que determina os padrões para produção de inventários através das Normas Brasileiras de Contabilidade.

O Livro de Registro de Inventário é obrigatório para estas empresas e tem como objetivo principal registrar todas as mercadorias presentes no estoque para se poder realizar o balanço da empresa.

A atualização do Livro de Registro do Inventário também é obrigatória, toda vez que for iniciado um processo de incorporação, cisão, fusão ou falência.

Inventário nas Empresas de Manufatura

Como trabalham com estoques tanto de matérias primas, quanto de produtos finalizados e como este processo é dinâmico (os números dos estoques variam diariamente e constantemente) a produção e atualização dos inventários é uma prática comum nas empresas de manufatura, é o chamado Controle de Estoque.

Quando uma empresa trabalha com manufatura é sempre interessante ter estes dados atualizados e com fácil acesso. Para facilitar esta organização, segundo os conceitos da Gestão Patrimonial o inventário de uma empresa de manufatura pode ser dividido em alguns módulos:

  • Inventário do Estoque de Matéria-Prima: Módulo do inventário atualizado com os dados das quantidades, valores e descrição de todas as matérias-primas armazenadas pertencentes a empresa.
  • Inventário do Material em Processo: Material em processo é toda e qualquer matéria prima que já entrou na linha de produção e que atualmente está sendo convertida em outros produtos mais complexos, para tornar o inventário mais preciso, também é interessante contabilizar este material.
  • Inventário dos Produtos Finais: Módulo do inventário onde estão registrados todos os dados relativos aos produtos finais que já estão acabados e que estão estocados esperando para serem vendidos.

Inventário – Visão Contábil

A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA NOS ESTOQUES

Para avaliar a confiabilidade dos registros e das demonstrações contábeis, a contabilidade vale-se da auditoria, que nada mais é que o exame analítico e pericial seguido do desenvolvimento das operações contábeis, desde o início até o balanço.

Este trabalho tem como objetivo mostrar a importância da auditoria dos estoques limitando-se apenas às técnicas de auditoria aplicadas. O estoque representa o custo acumulado dos materiais e produtos ainda não vendidos ou consumidos, relacionados com os objetivos e atividade da empresa, sendo importante na apuração do lucro de cada exercício social.

Os estoques são bens destinados à venda ou produção, ligados com os objetivos e atividades da empresa. Representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira da maioria das companhias industriais e comerciais.

O elenco de tipos de estoques varia de empresa para empresa, e normalmente estão classificados nas seguintes categorias:

  • Mercadorias para revenda – Que é composta por todos os materiais adquiridos de terceiros para a revenda;
  • Produtos Acabados – Representam os produtos prontos produzidos na própria empresa e disponíveis para revenda.
  • Produtos em Elaboração – Compostos pelos bens já requisitados que estão em processo de transformação e todos os custos diretos e indiretos relativos à produção ainda não concluída no encerramento do balanço.
  • Matérias-primas – Representadas pelos materiais que irão ser aplicados na produção.
  • Materiais auxiliares – Composto por todos os itens destinados a manutenção das atividades da produção e de consumo geral.
  • Material de embalagem – Composto pelos itens destinados a embalagem ou acondicionamento dos produtos acabados.
  • Importações em andamento – Engloba todos os custos já incorridos referentes a importação em andamento realizadas pela empresa.
  • Almoxarifado – Engloba todos os itens de estoques de consumo em geral, podendo incluir produtos de alimentação do pessoal, materiais de escritório, peças em geral e uma variedade de itens. Muitas empresas, por questão de controle, adotam a prática de, para fins contábeis, já lançar tais estoques como despesas no momento da compra, somente mantendo controle quantitativo, pois muitas vezes representam uma quantidade muito grande de itens, mas de pequeno valor total, não afetando os resultados.

Os estoques merecem uma atenção especial por parte da empresa, pois a sua avaliação se reflete diretamente na apuração do Lucro Líquido de cada exercício, pois terá efeito no custo dos produtos vendidos.

AUDITORIA DOS ESTOQUES

Entre os procedimentos de auditoria nos estoques destaca-se a realização do inventário físico, verificando se os itens contados foram incluídos no inventário, sua avaliação e conferência de cálculos, observando o “corte” que é o momento em que os registros contábeis, os registros auxiliares e os documentos com eles relacionados, refletem o levantamento do inventário porque um item pode ser incluído ou excluído a depender deste momento.

Muitas vezes, o inventário é realizado antes da data do balanço e, neste caso, avulta a importância dos controles internos, pois, posteriormente, só será feita uma avaliação da razoabilidade dos valores constantes no balanço, a partir da contagem efetuada e da confiança que mereçam os controles internos.

Concluído o trabalho do inventário, as diferenças porventura apuradas, se relevantes, devem ser propostas como ajustes no balanço. Finalmente, deve-se apurar a razoabilidade do inventário, considerando suas quantidades históricas, procurando identificar variações relevantes, principalmente no início e final do exercício, aplicando, inclusive, o teste do lucro bruto e comparando-o com o de exercícios anteriores.

OBJETIVO:

O objetivo da auditoria de estoque é:

  • assegurar-se de sua existência física e propriedade;
  • verificar a existência de ônus sobre os mesmos;
  • julgar se são apropriados para a finalidade da empresa;
  • se têm condições de realização e examinar os critérios de avaliação em conformidade com os princípios de contabilidade.
  • verificar se os estoques incluem todos os produtos na data do balanço e se as informações referentes aos estoques foram adequadamente divulgadas
  • a verificação dos controles internos inicia os exames, no cumprimento desses objetivos, para determinar a profundidade e extensão dos procedimentos. Estes controles consistem num sistema eficiente de registros de entradas e saídas e rígido controle desta movimentação; verificações físicas frequentes;
  • segregação de funções entre compradores, almoxarifes e faturistas.
  • finalmente, deve-se apurar a razoabilidade do inventário, considerando suas quantidades históricas, procurando identificar variações relevantes, principalmente no início e final do exercício, aplicando, inclusive, o teste do lucro bruto e comparando-o com o de exercícios anteriores.

A avaliação dos estoques deve seguir um dos critérios de mercado, e uma vez definido, este deve ser uniforme no tempo para obedecer a princípio contábil da uniformidade e caso haja mudança de critério este deve ser objeto de avaliação e evidenciado nas demonstrações através de nota explicativa.

 SUPERAVALIAÇÃO DE ESTOQUES – CAUSAS E EFEITOS

A saída de mercadorias sem a respectiva emissão do documento fiscal, resultará naturalmente na falta dessas mercadorias quando do levantamento do Inventário físico no final do período. Para regularizar esta situação a empresa inclui no livro registro de Inventário as quantidades que deveriam constar fisicamente, superavaliando desta forma os estoques. Esta prática ilícita só poderá ser detectada através de um levantamento específico dessas mercadorias, antes que a empresa regularize de fato esta falta, com a compra/entrada de mercadorias da mesma espécie e quantidades, também desacompanhadas de documento fiscal.

A superavaliação também pode se dar, com o valor unitário das mercadorias e ou produtos superior ao de aquisição. Outra forma de superavaliar os estoques, são erros propositais nos cálculos e nos transportes de valores, ou simplesmente efetuar o registro contábil a maior que o registro de inventário.

SUBAVALIAÇÃO DOS ESTOQUES – CAUSAS E EFEITOS

As empresas que se utilizam da prática da subavaliação, avaliando os estoques por valor inferior ao seu valor real; visam precipuamente, elevar o custo das mercadorias e ou produtos vendidos, reduzindo, consequentemente o lucro líquido do exercício, resultando em parcela do imposto de renda a recolher a menor; e induzindo a prática do subfaturamento no período seguinte.

Formas de subavaliar os estoques

  • Avaliação por preço inferior ao do período
  • Diminuição das quantidades físicas
  • Omissão no arrolamento das mercadorias adquiridas no fim do período.
  • Erros propositais: Soma, multiplicação, transposição de valores, etc.

Formas de detectar a subavaliação

  • Teste envolvendo as últimas aquisições, proceder o levantamento específico.
  • Confronto entre o Inventário e as vendas do mês de janeiro do exercício subsequente; envolvendo as últimas aquisições.
  • Confronto do registro de Inventário com o Balanço Patrimonial.

CUT-OFF DOS ESTOQUES (CORTES)

É o momento em que os registros e documentos contábeis, refletem o levantamento do inventário. Considera-se o que está registrado até aquele momento no inventário e excluí os posteriores registros, que equivale a materiais não registrados até o momento do corte e não devem ser inventariados.

Deve haver um cuidado em relação a mercadorias já faturadas e não entregue ainda, pois elas devem ser segregadas, isto é, inventariadas e depois excluídas, evitando assim a duplicidade de apropriação. Também pode ocorrer com as mercadorias entregues (entregas parciais), não registrada a fatura e com mercadorias em viagem (não chegou), mas já registradas. Deve haver um cuidado muito grande nesses casos, para evitar que eles influenciem duplamente nas demonstrações contábeis.

Na data do corte, deve-se anotar os últimos registros e após verificar as entradas e saídas anteriores e posteriores ao corte, para certificar-se que o inventário está correto. O auditor não pode deixar de investigar os produtos internos, que abrange a movimentação entre o almoxarifado e as seções de produção, de expedição ou de depósito, evitando que ocorra alguma distorção.

Para se assegurar de que não existem valores de um exercício registros em exercício anterior ou posterior, o auditor deve realizar os testes de corte, que podem incluir: pedido de informação a clientes, fornecedores e bancos quanto a direitos e obrigações que devem estar indicados nas demonstrações de determinado exercício e confronto das notas fiscais de venda emitidas até a data do encerramento do exercício com os documentos de despacho, com vistas à confirmação da remessa das mercadorias aos clientes até a data do balanço. A realização da receita de vendas ocorre no momento da entrega das mercadorias ao cliente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo da auditoria nos estoques é verificar a exatidão dos saldos demonstrados no Balanço Patrimonial e/ou declarado no livro próprio de registro de inventário das empresas, adotando alguns procedimentos que visam assegurar a real existência e propriedade dos estoques.

Devem-se efetuar testes de contagens, registrando-os nos arquivos de inventário para constatar a existência dos itens testados. Esses testes devem ser tanto mais numerosos quanto maior for o estoque ou mais complexo e diversificado for o inventário.

Diante de todo o exposto podemos concluir que a auditoria nos estoques requer um planejamento cuidadoso e investimentos substancial de tempo, custo e empenho.

Mesmo que para algumas empresas estoques nada mais representam que despesas pagas antecipadamente, em outras representam o ativo mais importante a ser examinado.